Notícias  



20/10/10
Dia Nacional de Combate ao abuso e a Exploração Sexual Infanto - Juvenil".

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10/10/09
Caso de intolerância causa expulsão de aluna em universidade

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5/10/09
Debate para o combate à exploração sexual contra crianças e adolescentes
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17/09/09
Confira os vencedores da ação entre amigos ASBRAD

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24/08/09
Entrevista Dalila Figueiredo Fundadora da ASBRAD a Folha Metropolitana

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14/07/2008
Entidade participa da coletânea "Programa de Assitência a crianças e adolescentes vítimas de tráfico para fins de exploração sexual.

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10/07/2007
Entidade participa do Programa Pró-menino Fundação Telefônica.

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10/07/2007
Fortalecer a Rede de Proteção e Assistência à Crianças e Adolescentes.

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Dalila Figueiredo fundadora da ASBRAD é entrevistada pela Folha Metropolitana.  


Asbrad luta pela mulher, menores e idosos.
Maranhense de nascimentoe guarulhense de coração, Dalila Eugênia Maranhão Dias Figueiredo veio para Guarulhos há 55 anos, após seu pai, integrante da Aeronáutica ser transferido de São Luiz para a Base Aérea de Cumbica, na Zona Leste. Prestes a Completar 60 anos, a advogada, assistente social e ativista dos direitos humanos fundou em 18 de dezembro de 1997 a Asbrad ( Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude), Juntamente com Maria Rosária Napolitano, visando à defesa dos direitos da mulher, família, maternidade, infância, adolescência e da velhice, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica, gratuitamente.
Com a missão de combater e denunciar os casos de violência em todos os âmbitos da convivência humana, em especial a exploração do ser humano, nas suas mais diversas modalidades.

Folha Metropolitana - Quando surgiu idéia de montar a Asbrad?
Dalila Eugênia Maranhão Dias Figueiredo
- Há 12 anos. Esse foi o começo de tudo. Nós decidimos procurar modelos de experiências bem sucedidas em relação esse atendimento e gostamos do que vimos em uma ONG ( Organização Não Governamental ) de São Paulo, que é a Pró-Mulher. Essa ONG foi nossa referência.

FM - Quem são as pessoas atendidas por vocês?
Dalila - Quando se trabalha com a violação dos direitos humanos, o leque de atendimento é muito grande. No começo, mães de mulher presas nos procuravam, mães que a filha havia viajado para a Europa e desaparecido. Atedimíamos também casos desaparecidas. Seria muito bom antender todas essas pessoas, mas não é possível. Então focamos no trabalho atendimento nas vítimas de violência doméstica, sexual, priorizando mulheres, crianças e adolescentes com uma equipe multidisciplinar.

FM - Qual é o trabalho da Asbrad no combate ao abuso e exploração sexual?
Dalila
- Temos uma preocupação imensa em trabalhar na prevenção desses crimes. Nós sempre trabalhamos voluntariamente na prevenção desses crimes. Nós sempre trabalhamos voluntariamente na prevenção ao abuso sexual de crianças e adolescentes juntamente com a exploração sexual, que são situações diferentes. Procuramos fazer rodadas de sensibilização para conscientizar as mães da importância delas deixarem as crianças em segurança.

FM - Qual a diferença entre abuso sexual e exploração sexual?
Dalila - A exploração sexual envolve troca por alguma coisa, geralmente o infrator paga para ter relações sexuais com menores. Já abuso sexual é o ato libidinoso, o estupro.

FM - Como está a questão do tráfico internacional de mulheres em Guarulhos?
Dalila -
Guarulhos tem 1,3 milhão de pessoas e a cidade é maior que muito País. Um aeroporto que movimenta 100 mil pessoas por dia traz benefícios e grandes problemas. O Brasil é um País de origem e destino para o tráfico de pessoas, e Guarulhos é uma das portas de entrada e saída desses pessoas. Tanto saem pessoas para serem exploradas na Europa, Ásia, quanto chegam pessoas da Bolívia, Peru e Colômbia para serem exploradas em confecções. Guarulhos tem várias confecções que absorvem essas pessoas. É um município que tem uma problemática de um País.

FM - Equanto ao problema do tráfico para exploração sexual?
Dalila
- Os países que mais absorvem são Espanha e Protugal, justamente pela facilidade da língua. As mulheres deixam o País com falsas promessas. Os aliciadores prometem a elas que pagam tudo. E quando chegam lá, vão ser exploradas. Muitas vezes rodam com as mulheres pro vários países.

FM - As mulheres sabem que farã trabalhos sexuais ou são enganadas nesse aspecto também?
Dalila
- Uma trabalhadora sexual do Brasil, que recebe convite também para trabalhar com prostituição no exterior, sabe no que irá trabalhar. O problema é que quando chegam lá, elas têm os documentos retidos. Os aliciadores dizem que ela contraiu uma dívida e que só poderá voltar caso pague. Temos muitos casos de pessoas que foram trabalhar no exterior com promessa de trabalhar na cozinha e caíram direto num prostíbulo. Essas pessoas passam por todo tipo de violação de direitos, desde subtração de documentos, até assassinatos.

FM - Por que elas procuram ajuda para se livrar da situação?
Dalila
- Muitas não se reconhecem como vítimas. Ela não quer que a família saiba. Ela quer preservar a família, preservar sua imagem perante a comunidade e não voltar ao País como uma pessoa derrotada. Essas pessoas são vítimas e devem procurar ajuda e denunciar as quadrilhas.

FM - A Asbrad trabalha em conjunto com a polícia para descobrir quadrilhas de tráfico de pessoas?
Dalila
- Não. Nosso contexto não é policial. Temos parceria com a Polícia Federal, Infraero, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Estadual de justiça e Cidadania. Não temos em nenhum momento a investigação policial no nosso trabalho. Quando alguém nos faz uma denúncia encaminhamos ao Núcle Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

FM - Qual sua análise sobre a Lei Maria da Penha?
Dalila -
Eu acho uma lei inovadora que veio a partir de muita discussão. É uma construção histórica e se tudo o que estiver previsto na Lei for implantada pelo governo, será excelente. Por enquanto, a lei não vigora de forma efetiva.

 

   

 

 

 

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